o nosso psyco mundo

o que é realidade???o q é ilusão??? vivemos no psyco mundo, cheio de falsidade e necessidades impostas, estamos a cada dia perdendo nossa indentidade pessoal, deixamos de ser o ser e passamos a ser o coletivo…..

23/6/09

Oportunidades

(Espero que gostem, conto rápido novinho, feito ontem 02/04/09)

Ela diz: “E ae vamos na festa?”

Eu respondo: “Putz não posso…até queria, mas não posso.”

Ela complementa: “Tem certeza?”

Eu penso: Certeza? Como posso ter certeza numa cituação dessas? Não existe certeza nessas horas, querer eu quero, poder não posso…Quer dizer, poder mesmo eu posso, mas existem coisas que impedem. Que paradoxo.

Eu falo: “Putz até queria ir de verdade, mas não posso”.

Ela responde: “Pô então vamos. Acho que você deveria ir”.

Eu penso: É lógico que eu deveria ir! Com certeza a festa seria boa, no minímo divertida. Boas idéias, muitas risadas e muitas diversões e divagações. mas de tudo isso, o que mais me motivava a ir era ela. E ela nem sacava isso.

Conversamos antes da proposta da festa. “terminei com meu anmorado”, “Eu também estou solteiro”. Conversa para ela, códigos para mim.

Ela diz: “Vamos vai !”

Eu penso: Meu é lógico que quero ir. quero ficar na sua presença, olhar mais um pouco para você, poder te dar carinho, te escutar um pouco mais, e quem sabe poder experimentar o provável doce gosto de seu beijo.

Ela diz: “Um dia um amigo me disse que é melhor acordar arrependido do que ficar pensando como deveria ter sido”.

Eu acordo no outro dia em casa.

Eu penso: Realmente ela estava certa.

criado por jose.marques.neto    18:09 — Arquivado em: Sem categoria

7/3/09

artigo antigo, mas é só pra não ficar muito tempo sem atualizar

“Além da razão”

José Marques Neto
aluno do 2º ano do curso de Publicidade e Propaganda

“Quando você desenvolve uma paixão por alguém, você sempre acha uma razão pra acreditar que essa é a pessoa exata pra você… e não precisa ser uma boa razão. Tirar foto do céu noturno, por exemplo. Afinal de contas esse é o tipo de hábito bobo, irritante, que causaria uma separação… só que na neblina da paixão simplesmente é o que se tem procurado todos esses anos”. (Richard – Leonardo di Caprio – em “The Beach”)

Essa curta frase do personagem central do filme é simples, mas genial. O assunto central dela já passa uma mensagem clara e objetiva e de muito valor, quando estamos apaixonados sempre achamos algo pra justificar nossa paixão, e até hábitos idiotas se tornam razões incontestáveis. Simples e bonito, mas o que eu gostaria de passar aqui é uma análise um pouco mais detalhada do que há nessa fala, dos pontos que fazem ela genial.

Vamos analisá-la por partes então. Logo nas primeiras palavras já encontramos algo para discussão, “quando você desenvolve uma paixão…”, ou seja, você cria e amplia uma paixão, você primeiramente se atrai pela pessoa por motivos simples, por exemplo, a beleza, depois vai criando dentro de sua mente motivos que te deixam mais ligados a essa pessoa, gostos e gestos, ideologias e etc. Quando menos percebe criou uma paixão pela pessoa, se desenvolveu uma paixão pela pessoa, e nesse processo de desenvolvimento há um problema, você precisa de uma motivação pra continuar, porque nesse caso estamos falando de uma paixão que ainda não foi correspondida, digo isso porque nessa fala não encontramos nenhum indicio de que a paixão foi correspondida, pelo contrário, ao meu ver quando necessitamos de uma razão, o que o personagem trata na fala, para justificar uma paixão é porque ainda não fomos correspondidos, já que uma vez correspondidos não precisamos de uma razão, pois já estamos junto ao nosso objeto de desejo. Essa motivação nesse caso é uma razão que você tem que encontrar pra continuar nessa “aventura”, mas razão pra quem? Seria uma boa pergunta se não fosse tão obvia sua resposta, precisamos de uma razão para nós mesmos, já que nós mesmos é que precisamos desse estimulo, quando estamos apaixonados não importa a opinião de outros, já que uma coisa boa pra você não é necessariamente uma coisa boa para outro, por esse motivo essa razão tem que ser encontrada para nós mesmos, se não há encontrarmos não conseguiremos manter a paixão dentro de nós, se não há um porque nossa mente começa a bloquear essa paixão.

“E não precisa ser uma boa razão”, verdadeiramente não é necessária uma boa razão, o personagem da o exemplo de fotografias do céu noturno porque é algo que está acontecendo na cena do filme, mas o exemplo é muito bem compreendido, coisas bestas que muitas vezes nos causariam até raiva, coisas que podem causar separação dos casais. Mas porque até essas razões servem de justificativa? Pode ser que a mente esteja tão “desesperada” em achar uma razão que até hábitos chatos se tornam legais, mas tratarei disso mais adiante, quero agora falar sobre esses hábitos chatos, por que seriam bobos, irritantes? O exemplo dado responde essa questão, é que esses hábitos, ou outras coisas quaisquer, são algo muito pessoais do individuo causador da paixão, e por ser algo pessoal causa irritação, porque é dificilmente aceitado pelas as outras pessoas, isso corresponde ao caso de algo ser bom pra alguém e não ser pra outro, compreendem? “Só que na neblina da paixão simplesmente é o que se tem procurado todos esses anos”. Essa conclusão explica o porque razões idiotas se tornam razões perfeitas. Numa neblina não podemos enxergar nada direito, então confiamos no que temos a nossa frente e nos detalhes que diferenciam um local do outro, ou seja, estamos mais concentrados, precisamos ficar atentos no nosso caminho, quando estamos apaixonados ficamos concentrados na pessoa de nossa paixão, reparamos no que ela oferece logo de cara, e depois reparamos nos detalhes, esses detalhes são as razões estranhas, porque são elas que diferenciam uma pessoa da outra, já que são razões pessoais, como não “enxergamos” mais ninguém, e mais nada, essas razões viram nossas “guias no caminho”, então elas se tornam perfeitas, porque sem elas nos perdemos.

E para completar, “… é o que tem se procurado todos esses anos”, isso indica que esse tipo de paixão não é coisa que ocorre constantemente, você não vai desenvolver uma paixão hoje por uma pessoa e amanhã por outra pessoa, é algo que exige um tempo, um tempo para a atração, depois para o conhecimento, que se desenvolve de interesse a paixão.

Por isso o meu recado veja e deseje, depois conheça e se apaixone, e não importa o porque, se ela sempre confere a agenda pra vê se não esqueceu nada, se ele fica ajeitando o óculos a cada cinco minutos, a razão sempre será perfeita pra você, mesmo que seja irritante ou estranha para os outros.

criado por jose.marques.neto    17:46 — Arquivado em: Sem categoria

10/2/09

novo conto

Sincronicidade.

 

6:06.

Ele acorda.

Olha para os lados, o mundo dos sonhos e a realidade ainda se confundem. Demora um tempo para ter certeza de que tudo aquilo foi realmente um sonho. Respira fundo, olha para o teto durante um minuto, não pensa em nada e em tudo ao mesmo tempo.

Levanta da cama, vai para o banheiro se olha no espelho, tem a sensação de que algo está diferente, olha dentro de seus olhos e por um instante tem a impressão de que está sendo vigiado.

7:07.

Toma café.

A idéia da rotina fica em sua mente. Porque fazer sempre as mesmas coisas. Destino? Não. Essa é uma desculpa esfarrapada para os que preferem aliviar a mente do que se incomodar e fazer algo diferente. O que esperar desse dia, tudo tem sido muito previsível, tudo muito certo. A tanto tempo faço as mesmas coisas que já nem sei mais o porquê. Pensa ele sozinho enquanto toma o café.

8:08.

No escritório.

Como sempre o mesmo tempo de atraso. É incrível como o mesmo cara idiota estaciona errado na rua causando um tipo de engarrafamento perto do trabalho. É tão igual que o atraso já faz parte do horário normal de trabalho.

9:09.

Mais arquivos, mais casos.

O de sempre, ainda não poder fazer nada. Falta pouco menos de um ano para a formatura, mas a função é a mesma, receber os clientes, os que não tem dinheiro para um bom advogado. Recolher queixas, depoimentos, esclarecimentos e encaminhar para o responsável.

10:10.

Nada mais.

Ela é linda, o estereotipo perfeito de secretária amante. Gostaria de ter algo com ela. Se eu fosse mais importante, se eu ganhasse mais. Se a vida fosse igual a um filme pornô.

11:11.

Perto da hora de comer.

Hoje é segunda feira. Prato do dia: arroz, feijão, macarrão. Batata frita, frango, carne de boi, peixe. Sempre o mesmo.

Ele percebe que não é somente ele que faz sempre a mesma coisa. Parece que o mundo é sempre igual.

12:12

Comer é muito bom.

O sabor já não mais encanta. Aquele peixe por mais suculento que seja não agrada mais ao paladar. A tempos como aqui, com as mesmas pessoas, e não sei o nome de ninguém. A não ser por Maria e Beti, que almoçam com o crachá da empresa. Que vontade de gritar um oi a todos, de cumprimentar aquela ruiva do canto, e mostrar para aquele babaca de óculos escuros que aqui dentro não faz sol e que não precisa bancar de bacana.

13:13.

Pausa para mente.

Prometeu a si mesmo não usar mais essas coisas, mas como todo o resto a promessa de parar faz parte da rotina diária.

14:14.

Quase hora de partir.

O que temos a fazer hoje? As vezes pensa em coisas trágicas. Imagina se alguém tenta roubar o lugar, e ele de uma forma misteriosa e corajosa salvaria o dia. Adrenalina. Só queria ter algo fora do comum em sua vida.

15:15.

No bar.

Uma cerveja, um copo e uma porção pequena de amendoins.

Nem há mais necessidade de pedir, é só sentar a mesa que o pedido chega em 5 minutos se não houver muita movimentação, em 10 se houver.

16:16.

Conversador.

O homem atrás do balcão é o melhor ouvinte com certeza, nunca reclama, nunca diz nada, nunca se nega a escutar, e também nunca escuta de verdade.

17:17.

Fugir do transito.

Hora de seguir em frente se demorar muito pega-se o transito.

Entra dentro do carro, coloca o mesmo cd, escuta a mesma música e sente a mesmas sensações.

18:18

Em casa.

Como previsto. Liga a TV. O comentarista podia dizer até seu nome, sempre estava lá para vê-lo.

19:19.

O que?

Algo o incomoda. Uma voz. Devo estar ficando doido, pensa ele.

20:20.

Acorde.

Ele acaba cochilando, algo fica batendo em sua cabeça. Uma voz. Uma voz. Uma…

Acorde! Ele levanta. O que estou fazendo da minha vida? Se pergunta. Algo está o incomodando.

21:21.

Chega.

A voz não sai de sua mente. Ele desliga a TV. Anda de um lado para o outro, percebe como tudo dentro de sua casa está no devido lugar. Como sempre no mesmo lugar, ocupando sempre o mesmo espaço e realizando a mesma função.

22:22.

Sem mais.

Uma mensagem está escrita num bilhete em cima de uma mesa. “O que tem feito com a merda da sua vida?”. Ele pensa, pensa e pensa. Levanta e decidido começa a tirar tudo do lugar. Pega os objetos dos quais ele não agüenta mais ver e joga fora. Começa a rir. Vai para o quarto, pega o dinheiro que ele esconde, todo ele, e sai.

23:23.

Apenas oi.

Ele entra no lugar onde almoça todos os dias. A noite funciona um barzinho. Ele olha para todos pega uma garrafa de cerveja e a joga no chão. Todos param o que estão fazendo e olham para ele. Quando percebe que toda atenção está voltada para ele, enche o pulmão de ar e grita em alto e bom som: OI !!!!

Vira as costas e vai embora.

00:00

Tudo é possível.

Ele anda satisfeito, algo novo toma seu ser. Um sentimento de que tudo é possível, tudo é belo, tudo está ao seu alcance.

Andando e pensando acaba encontrando aquela bela mulher do trabalho. Agora sem receio ele vai até ela. Ela percebe que ele se aproxima e sente que há algo de diferente nele.

Ele chega bem perto dela, olhos nos olhos. Agarra-lhe a cintura com o braço direito, e com a mão esquerda segura-lhe a nuca. Inclina o corpo da moça um pouco, de forma delicada, e lhe da um beijo daqueles de cinema.

01:01.

Pornô Star.

Dessa vez a vida foi igual a um filme pornô. Nunca havia feito algo assim. Foi tudo muito louco, tudo muito bom, tudo fora do comum. Imprevisível. Essa foi a melhor parte. Mas não podia terminar por ali. Ela tinha ido buscar uma bebida. Ele se trocou. Imaginava que a casa dela fosse diferente, mais elegante. Mas que se dane. Vestido saiu do quarto, encontrou com ela nua na cozinha, deu mais um beijo como aquele da rua. Virou as costas e foi embora.

02:02.

Experimentar.

O vento da madrugada batia em sua cara. Era algo reconfortante, delicioso. Essa sensação de poder fazer tudo o que quiser. Preciso experimentar mais. A simples idéia de fazer as coisas por fazer. Para saber o que sentir. Ter novas experiências.

Ele entra em outro barzinho. Ele já ouvira falar sobre aquele lugar. Só gente louca estaria ali. E por que não?

03:03.

Novos amigos.

Ele sabia que com certeza quase todos que ali estavam com ele só estavam ali porque ele mostrava estar com dinheiro. Gastava tudo o que tinha no bolso com os pedidos alheios. Mas não se importava, era um dia especial. Garotas sentavam em seu colo, homens lhe ofereciam substancias jamais vistas por ele. Ele aprendia como usar e usava.

04:04.

Novamente na rua.

As coisas já não pareciam ser as mesmas. Ele enxergava novas cores, escuta novos sons e tinha novos paladares. “A vida até parece uma festa”. As novas emoções tomavam conta de seu ser. Ele não se continha. Queria gritar. E gritava. Queria rir e ria. Queria chorar, e  chorava. Mas não de tristeza, não de tristeza. Simplesmente por chorar. Não se preocupava mais com o que os outros pensariam, não se preocupava em não ter uma justificativa para fazer o que estava fazendo ou queria fazer. Simplesmente fazia. Fazia e sentia aquilo que tinha feito e tentava classificá-lo, concluí-lo e amarzená-lo.

05:05.

Fim de noite.

Muitos te amo, muitos pedidos de namoro, casamento e sexo casual. Os rostos belos das garotas não saiam de sua mente. As risadas a todo pulmão com os novos amigos de um dia também não. Quantas filosofias, quantas idéias jogadas ao vento, quantas promessas que nem de longe seriam levadas a sério, mas naqueles momentos eram sagrados. Ele havia levado todos a sua casa. Quanta felicidade habitou aquele lugar. Por que não havia feito aquilo antes? Por que só agora a vida lhe parecia ter algum nexo?

Olhava para algumas das pessoas que ali ficaram jogadas em sua sala. Sentia uma leve náusea, um pouco de dor de cabeça. Preços a pagar.

Mas estava feliz, estava bem. Sabia que haveria muitos arrependimentos. Mas não o maior de todos. Não ter feito nada.

Foi deitar.

06:06.

06:07.

Ele acorda.

Está tudo diferente, tudo fora de ordem.

Maravilhoso.

O que você tem feito da sua vida?

criado por jose.marques.neto    21:38 — Arquivado em: Sem categoria

29/1/09

voltando as publicações

vai sem foto pq ainda num aprendi a mecher diretio nas mudanças dele……fuck blog

Prometo não prometer.

 

Novo ano, novas etapas, novas exigências e novas promessas.

Em 2008 prometi a mim mesmo que faria as coisas diferente, que escreveria constantemente e que seria mais artístico buscando sempre as coisas loucas dessa vida. Posso dizer que destas promessas listadas a primeira delas foi a mais completa. Com certeza vivi a vida de forma diferente. Porém não escrevi constantemente, não para o meu blog, ou simplesmente para personificar o que rondava minha mente. Escrevi sim, mas todas as palavras foram dedicadas a faculdade e seu carrasco monografia. Não fui mais artístico, nem um pouco. Tudo bem, um pouco sim. Montei um grupo de arte. Não foi em frente, mas tivemos bons momentos de discussões e idéias inusitadas tiveram um prazer momentâneo, iguais as preliminares que salvam o sexo mal feito. Desenhei por obrigação, mas fui eu quem me obrigou. Presente para alguém especial.

Aliás, posso dizer que a arte foi bem egocêntrica nesse ano que passou. Mas a palavra certa foi domesticado.

Domesticado e experimental. Verdadeiramente essas foram as palavras que me definiram no ano de 2008. Domesticado pelo costume e uma decisão ridícula no passado de criar uma barreira entre mim e o mundo. (lembra disso Key?). Deixei de ser eu mesmo, o múltiplo, o plural, para tentar ser singular. Falhei muitas vezes, e amei todas as falhas.

Experimental porque me descobri esse ano. Experimentei acima de tudo ser quem realmente eu sou. Finquei uma barreira mental: “É melhor acordar arrependido, do que ficar pensando como deveria ter sido”. E junto com ela descobri que muitas vezes aquele com quem você tem mais atrito, pode ser a pessoa que se parece mais contigo, e torná-la um irmão poder ser a chave para uma nova vida, uma vida melhor.

Conheci mundos diferentes, todos eles existem no mesmo lugar. Só depende do ângulo que se vê.

Tive muitas paixões. E poucas realizações. Mas foi gostoso amar, mesmo que sozinho.

Fiz novas amizades, e descobri que não é necessário um convívio diário para se provar ter um amigo. Em dois encontros achava amigos de uma vida inteira.

Amigos.

Essa palavra também definiu 2008. Graças a quatro jovens descobri um verdadeiro significado desse título. Amizade é feita de apoio, e de te colocar no mundo real, doa o que doer, seja qual for o método. Sinceridade sempre, olhar nos olhos e nunca fugir.

Lógico, compartilhar as loucuras também. E sobre elas…aaaa, é melhor guardá-las.

Descobri também que sou fora do tempo, que ele é relativo. “Depende de que lado da porta do banheiro você está”. Que um dia alguém em algum lugar decidiu que o tempo seria marcado pro 60 segundos, e saímos do 13:20 para o 16:40.

Tolice.

Fiquei mais perto da natureza, e percebi que realmente a resposta para tudo está nas origens.

Quando nos desligamos deste tempo, nos desligamos de uma série de convenções “modernas”, que mais parecem formas de nos dominar.

Percebemos que realmente o clichê viver a vida a cada segundo, não nos preocuparmos com o amanhã, “porque se você parar pra pensar na verdade não há”, é a filosofia que define a vida. E através dela digo: entramos em um novo ano, fuck off. Os chineses, judeus e uma série de povos já haviam comemorado seus anos novos. Não podemos nos deixar levar por essa convenção para estabelecermos metas e para pararmos para refleti sobre nossas vidas. Brindemos todos os dias, pensemos todos os dias, faremos metas e as cumpriremos todos os dias.

Então para finalizar digo apenas uma coisa: nesse “ano novo” prometo apenas uma coisa. Prometo não prometer mais nada…..simplesmente fazer, ou não.

criado por jose.marques.neto    17:24 — Arquivado em: Sem categoria

5/6/07

fala povo do psycomundo….

depois de um tempo, esperando que o jogo desse certo, eu volto a rotina de posts no meu blog, no seu espaço de liberdade de expressão….

 

as mudanças propostas pelo psycomundo vão começar a serem realizadas, em breve novos projetos estarão nascendo em curitiba…e farão a diferença….vcs verão!!!!

enquanto isso, umas fotus minhas…eeee….*criança feliz*

quem mora em curitiba saca o quanto é necessario tomar um chocolate quente no meio do ano…..

curtindo um momento de forma positiva, viajhando…..sempre transendendo no psycomundo…..abraços povo!!!

 

 

criado por jose.marques.neto    12:50 — Arquivado em: Sem categoria

24/5/07

de quem é o anúncio?

Salve salve galera…..

Então….navegando pela internet em alguns sites de rotina me deparei com uma foto de um anúncio que foi encontrado em São Paulo, achei a foto muito interessante, e ironica, ams depois de refletir um pouco masi percebi que o anúncio tinha uma sacada genial,e  que reperesentava muita coisa, não sei se foi essa a intenção da pessoa que criou o anúncio, mas eu tive essa leitura, e sei que vocês visitantes do  psycomundo terão uma leitura parecida.

 

em cima disso resolvi criar um "jogo", eu quero que vocês me respondam quem é o dono do anúncio na opnião de vocês mesmos. Pode ser qualquer instituição, ou pessoa física…..o melhor anúnciante será escolhido para ser colocado como assinatura da peça.

Bem é isso, como diz o Jigsaw dos "Jogos Mortais": "Que os jogos começem!"

foto: bluebus.com.br

 

criado por jose.marques.neto    12:05 — Arquivado em: Sem categoria

23/5/07

Algo que presenciei ontem

foto: Mariana  Zarpellon

Hoje (22/03) eu estava caminhando rumo ao meu trabalho, seguindo o caminho de sempre, pensando sobre meu futuro e arquitetando planos, quando avistei logo a frente uma pessoa caída na calçada. Pensei primeiramente que se tratava de um bêbado, ou alguém que estivesse ali deitado por motivos “corriqueiros”, não dei tanta importância, mas algo me chamava atenção, me lembrei imediatamente do post que eu coloquei no meu blog sobre as “feridas do mundo”, então de repente ao chegar mais próximo do local onde estava o homem, percebi que se tratava de um idoso, e que ele não estava inconsciente.

A cena me chocou, me despertei na hora, uma agitação em minha mente e corpo me dominavam, o senhor idoso tentava se levantar em vão, não tinha forças, ele estava deitado no chão de costas para o ar, parecia aqueles incetos que as pessoas viram ao contrário e que não conseguem voltar por conta própia. Olhei para todos os lados da rua e não havia ninguém pó perto, somente algumas pessoas vindo de outra direção, e que estavam um pouco afastadas.

 
Então corri em direção ao senhor idoso, cheguei perto dele e perguntei: “- Você precisa de ajuda pra levantar?”. É parece uma pergunta idiota, eu sei, mas eu estava sem saber como agir. Então tentei levantá-lo, mas não consegui de primeira, então fui tentar de outra maneira quando dois homens se aproximavam, graças a Deus. Pedi para que eles me ajudassem, então conseguimos levantar o senhor idoso. Ele havia tropeçado, não tinha forças para se manter em pé, não tinha forças para andar direito, estava meio assustado, ficou agradecido pela ajuda, mas também estava envergonhado, dava para perceber isso. Um dos homens o acompanhou até em casa, o outro partiu em sua direção. Eu fiquei ali parado por um momento, olhei para a casa que ficava de frente para o local e percebi que havia um casal ali, só olhando, parecendo nem estar um pouco incomodados, a simples idéia de eles estarem ali parados o tempo todo, desde a hora em que o homem havia caído, me encheu de raiva e de indignação. Então fui embora.

Continuando o meu caminho para o trabalho fiquei refletindo no acontecido, aquilo me abalou demais, a principio só conseguia pensar que aquele homem poderia ser eu, ou meu pai, ou qualquer pessoa de quem eu gostasse. Estamos fadados a esse destino, envelhecer e perder nossas forças. Imagino o que aquele senhor idoso deve ter sentido. Medo, confusão, vergonha, desespero. Comecei a me imaginar no lugar dele, velho, fraco e indefeso, sem conseguir me levantar do chão. Fiquei pensando quantas pessoas devem ter passado por ele. Você que esta lendo isso pode estar pensando, “nossa quanto sentimentalismo, que drama”, mas você não deve ter parado para pensar nessas questões, de que você um dia terá uma situação parecida, de que um dia toda sua força se esvairá, e que você será totalmente dependente do próximo.

Grande merda é o homem, nos gabamos por temos consciência, o que nos difere dos animais, pelas nossas construções, nossa ciência, o nosso avanço tecnológico, mas todos nós somos frágeis e mais dia menos dia, necessitaremos de ajuda. Achamos que somos os seres supremos, pois dominamos o planeta, mas nós somos a única espécie do mundo que se se entra em extinção total não causaria desequilibro no ecossistema, pelo contrário, o planeta até agradeceria e viveria melhor.

foto: Mariana Zarpellon

Não estou aqui querendo pregar a teoria do caos com esse texto, só quero que todos tenhamos a consciência de que realmente ninguém é melhor do que ninguém, de que o futuro é incerto, e independente de sua raça ou classe social, todos nós somos carne, sangramos do mesmo modo, envelhecemos do mesmo modo, e apodreceremos do mesmo modo. Não custa nada você ajudar os outros, plante o amor, recomece a viver, seja pacificador, não julgue por motivos surpéfulos, e não esqueça nunca, nunca mesmo, de que somos todos iguais e dependemos uns dos outros.
Paz, Amor, Liberdade… Só através da União. Consciência povo!!!

criado por jose.marques.neto    13:54 — Arquivado em: Sem categoria

22/5/07

reflitam…

Precisamos acordar pra realidade, tentar escorder as feridas do mundo não fara com que elas sumam, ou se curem, temos q fazer algo, mas o que? No minímo perceber que elas existem, e mostra-lás a todos para que algo seja feito, nem que seja incomodar a consciência do povo…

Parabéns Mari, pelas fotos, e pela sua visão…..

 FOTO: Mariana Z.

flickr.com/photos/escenario

 O Resto Do Mundo
Gabriel Pensador
Composição: Gabriel O Pensador

Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela
Eu me chamo de excluido como alguém me chamou
Mas pode me chamar do que quiser seu dotô
Eu num tenho nome
Eu num tenho identidade
Eu num tenho nem certeza se eu sou gente de verdade
Eu num tenho nada
Mas gostaria de ter
Aproveita seu dotô e dá um trocado pra eu comer…
Eu gostaria de ter um pingo de orgulho
Mas isso é impossivel pra quem come o entulho
Misturado com os ratos e com as baratas
E com o papel higiênico usado
Nas latas de lixo
Eu vivo como um bicho ou pior que isso

Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou… Eu num sou ninguém

Eu tô com fome
Tenho que me alimentar
Eu posso num ter nome mas o estômago tá lá
Por isso eu tenho que ser cara-de-pau
Ou eu peço dinheiro ou fico aqui passando mal
Tenho que me rebaixar a esse ponto porque a necessidade é maiordo que a moral
Eu sou sujo eu sou feio eu sou anti-social
Eu num posso aparecer na foto do cartão postal
Porque pro rico e pro turista eu sou poluição
Sei que sou um brasileiro
Mas eu não sou cidadão
Eu não tenho dignidade ou um teto pra morar
E o meu banheiro é a rua
E sem papel pra me limpar
Honra?
Não tenho
Eu já nasci sem ela
E o meu sonho é morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela
A minha vida é um pesadelo e eu não consigo acordar
E eu não tenho perspectivas de sair do lugar
A minha sina é suportar viver abaixo do chão
E ser um resto solitário esquecido na multidão

Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto do mundo
Eu num sou ninguém
Eu num sou nada
Eu num sou gente
Eu sou o resto do mundo
u sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto
Eu num sou ninguém

Frustração
É o resumo do meu ser
Eu sou filho da miséria e o meu castigo é viver
Eu vejo gente nascendo com a vida ganha e eu não tenho uma chance
Deus! Me diga por quê?
Eu sei que a maioria do Brasil é pobre
Mas eu num chego a ser pobre eu sou podre!
Um fracassado
Mas não fui eu que fracassei
Porque eu num pude tentar
Então que culpa eu terei
Quando eu me revoltar quebrar queimar matar
Não tenho nada a perder
Meu dia vai chegar
Será que vai chagar?
Mas por enquanto

Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto do mundo
Eu num sou ninguém
Eu num sou nada
Eu num sou gente
Eu sou o resto do mundo
u sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto
Eu num sou ninguém

Eu num sou registrado
Eu num sou batizado
Eu num sou civilizado
Eu num sou filho do Senhor
Eu num sou computado
Eu num sou consultado
Eu num sou vacinado
Contribuinte eu num sou
Eu num sou comemorado
Eu num sou considerado
Eu num sou empregado
Eu num sou consumidor
Eu num sou amado
Eu num sou respeitado
Eu num sou perdoado
E também sou pecador
Eu num sou representado por ninguém
Eu num sou apresentado pra ninguém
Eu num sou convidado de ninguém
E eu num posso ser visitado por ninguém
Além da minha triste sobrevivência eu tento entender a razão da minha existência
Por quê que eu nasci?
Por quê tô aqui?
Um penetra no inferno sem lugar pra fugir
Vivo na solidão mas não tenho privacidade
E não conheço a sensação de ter um lar de verdade
Eu sei que eu não tenho ninguém pra dividir o barraco comigo
Mas eu queria morar numa favela amigo
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela.

criado por jose.marques.neto    12:02 — Arquivado em: Sem categoria

21/5/07

Dante e Matrix….

Esse texto foi publicado na revista eletronica do curso de publicidade e propaganda, Pilastra. A revista Pilastra foi criada pelo coordenador do laboratório de criatividade, Leonardo Ferrari, professor de psicologia no Centro Universitário Positivo - UNICENP -

o endereço da revista:

http://publicidade.unicenp.edu.br/index.asp?secao_tipo=4&id_menu=1078

ah o texto é meu galera….espero q gostem e comentem….

Ignorância, uma benção, um castigo
José Marques Neto

Em um mundo de violência, como podemos julgar a escolha de um indivíduo em não participar dos acontecimentos ao seu redor? Com tanta preocupação em torno da segurança, como podemos, de fato, agir a favor do outro?

No filme, “Matrix”, dos irmãos Andy e Larry Wachowski, encontramos situações que nos despertam as dúvidas citadas acima. Matrix narra a estória do domínio das máquinas sobre os humanos. Os humanos vivem aprisionados em um mundo virtual, mas não têm noção dessa prisão e nem de que suas vidas são falsas, mas existe um grupo rebelde que consegue se desconectar e batalha pela libertação da humanidade – e pela própria liberdade, já que, uma vez desplugados, os rebeldes têm que viver refugiados no subterrâneo, próximos ao centro da Terra. Neste contexto, há uma profecia sobre o “Escolhido”, que salvaria a humanidade. Esse escolhido é Neo, que é contatado ainda na Matrix e depois é desplugado. Nesse ponto, começam a surgir questões sobre o que é real o que é ilusão, entre outras discussões. Entre essas outras discussões, falarei da passagem que ocorre com um dos personagens, Cypher.

Cypher está descontente com sua situação, não agüenta mais sua existência: depois de viver anos escondido no subterrâneo, ele decide voltar à Matrix, e em troca disso ele entrega a localização de seus companheiros. Em uma conversa dentro da Matrix com o agente Smith (programa de segurança da Matrix), Cypher está jantando e expõe sua proposta de volta à Matrix como um ator famoso, com muito dinheiro e com a mente apagada de todas as lembranças anteriores. Então, ele come um pedaço de bife e diz: “Eu sei que este bife não existe. Eu sei que quando o coloco na boca a Matriz diz ao meu cérebro que o bife é suculento e delicioso. Depois de nove anos sabe o que eu percebi? A ignorância é uma benção”.

A principio repudiamos a atitude de Cypher porque ele trai seus companheiros, e a narrativa do filme também nos faz ter tal sentimento. Outra pessoa que repudia tal atitude é Dante Alighieri em sua obra “Inferno”: podemos perceber claramente o que Dante pensa a respeito das pessoas que vivem “em cima do muro”, que preferem ficar neutros, vivendo suas próprias vidas. Na ante-sala do Inferno ficam os neutros, e é lá que ocorre o pior castigo descrito por Dante. Pessoas que correm para alcançar uma bandeira que nunca conseguirão alcançar, e durante essa jornada sem fim são atacados por vespas, insetos e por vermes no chão, que os comem. Essa passagem nos mostra claramente que Dante não suportava os indecisos, os neutros, acima de todos os outros pecadores e indivíduos que lhe prejudicaram.

Outro filme que mostra uma punição aos neutros é “Dogma” de Kevin Smith. O filme trata, com um humor sarcástico, de temas religiosos ligados ao catolicismo. Em uma cena é contada a estória de Azrael. Azrael era um ser abstrato, uma “musa inspiradora”. Na guerra de Lúcifer contra o Céu, alguns anjos e seres abstratos resolveram não lutar. Após a vitória de Deus, os neutros foram expulsos do céu para o inferno, e Azrael fazia parte desse grupo. Sobre os neutros podemos achar várias fontes, mas vamos ficar somente com essas.

Para Deus, no filme “Dogma”, os neutros são castigados sem piedade; para Dante, além de irem para o inferno, recebem a pior das punições. Mas como podemos julgar a atitude de Cypher? Se pensarmos pelo lado dele, veremos que a sua atitude seria a escolhida por muitos de nós; talvez não traíssemos nossos companheiros, mas escolheríamos voltar à Matrix. Imagine como deve ser viver sempre fugindo, sempre limitado, sem conforto, no subterrâneo, lutando por pessoas que não têm nem noção de que estão escravizadas, de que vivem em um mundo de ilusões. O que é melhor? Viver em um mundo de ilusões, mas seguro, tranqüilo, com conforto, ou em um mundo real, agitado e cheio de tarefas para com os outros? Pois viver na realidade nos traz compromissos, obrigações; temos que tomar atitudes, ajudar os demais, e esse último ponto é o mais difícil. Lembram do que aconteceu ao homem que fugiu e depois voltou à caverna de Platão? Pois então, encontramos resistência nas pessoas que queremos ajudar, porque muitas delas estão bem satisfeitas com suas vidas, ou estão “dopadas” demais com o mundo à sua volta.

Vivemos hoje num mundo tão conturbado que só pensamos em nosso bem estar; criamos a nova doença do século, o comodismo, e nos adaptamos a ela, nos programamos em rotinas. Se algo quebra essa “normalidade”, entramos em conflito. Neo entrou em conflito: a principio não queria aceitar a verdade, e não foi obrigado a ser desplugado; teve que fazer uma escolha, tomar a pílula azul e continuar sua vida, ou tomar a pílula vermelha e acordar para a realidade. Se somos obrigados a mudar algo em nossas vidas, não gostamos da situação; se temos uma escolha, optamos pela rotina, pelo “seguro”.

Para finalizar eu pergunto a vocês: Cypher merece o Inferno e as punições de Dante, ou a nossa aprovação?

Azul ou vermelha? Qual pílula vocês escolhem?

criado por jose.marques.neto    10:27 — Arquivado em: Sem categoria

17/5/07

meus contos….

Estou deixando aqui dois contos que eu escrevi tempos atrás, espero q vcs gostem, me digam suas opniões sobre eles blz….t+ galera!!!!!!!!!!!!!!!

 

Ventos e Sorrisos
(José Marques Neto – 17/02/06)
E o vento soprava, e seus cabelos balançavam e seu sorriso se apresentava sempre sincero.
Não sei como a tristeza entrou, ou quando, já se faz muito tempo. Mas me lembro de como a felicidade chegou. “Saber viver de forma simples”, e o vento soprava, e seus cabelos balançavam, e seu sorriso…Ah seu sorriso! Seu olhar era inocente, assim de forma simples, era linda, eu, inseguro, ela, “te procurei a vida toda”.
Dizem que são os pequenos detalhes que dizem tudo, olhar sincero, puro, alma pura, paz, equilíbrio, harmonia. E o vento soprava, devagar, mas soprava, e seus cabelos balançavam e seu sorriso fazia bem. Harmonia, quando tudo se encaixa bem, pelo menos é assim pra mim.
Engraçado de ver quando estamos apaixonados, tudo fica confuso, bonito, começamos a dar valor pro que realmente importa, as coisas simples. À vontade beijá-la era enorme, mas não quis estragar aquele momento, preferi alimentar a paixão, a admiração, que agora insisti em ficar em minha mente a todo instante, dominando meus pensamentos.
Mesmo sendo assim, gosto desse sentimento, prefiro “adiar o prazer”, para que no caso de meus desejos serem atendidos, tudo saia perfeitamente bem, mas se não acontecer não ficarei triste, porque o vento vai soprar, e seus cabelos talvez se mecham, e seu sorriso…Sempre estará aqui dentro.

O nascer do Sol
(José Marques Neto - 25/02/06)
Luz, azul, lilás, roxo, nuvens, brisa, calor, maravilha, fusões, espetáculo.
O que essa garota tem? Ai que noite maravilhosa.
Quieto no meu canto como sempre ficava a observar uma linda garota, que estava a observar o balance das ondas. Que perfeição de imagens, praia, Lua, luz, mar, e ela… A cada tempo que passava a observá-la, mais uma inquietação estranha vinha a minha mente, “Vá lá falar com ela, ande garoto!”, uma vontade louca de conhecê-la inundava meu ser.
Foi então para meu total delírio que a tal moça pega um violão que estava ao seu lado, e começa como uma espécie de deusa, a criar melodias como filhos seus, melodias que enchiam minha alma de paz, de alegria, e de amor.
Não ligava mais para o que acontecia ao mundo, aliás, o meu mundo era ela agora, ela, uma garota de quem eu não sabia o nome, que eu devotamente chamava de linda. Como pode uma pessoa meche tanto com os sentimentos de outra, a ponto de mudar os sentidos e expectativas de vida dessa mesma pessoa? O que faz ela ter tanto valor?
Só sei que meu mundo se resumia àquela pequena distância, os sons dele eram as melodias dela, o meu juízo final era a decisão, de ficar aqui a contemplá-la ou de vencer essa barreira e conhecer tal “objeto” que envolvia meus pensamentos.
A noite caía lenta e aos poucos as pessoas se dispersavam e tomavam seu rumo, enquanto eu permanecia na minha sina, admirando um ser, cujo nome eu nem sabia. Foi então que algo de súbito brotou dentro de mim, e quando me dei por conta estava ao seu lado, lhe dizendo um tímido “boa noite”, ela vestida em um “branco paz’ olha para mim, “boa noite”, uma felicidade me domina, “minha deusa é humana”, chego perto e então, “posso me sentar?”, e ela, “claro”.
Peguei um incenso de dentro de minha mochila e o acendi, coloquei-o na areia da praia, ela olhou e sorriu, meu coração acelerava a cada movimento, fui tomado pela emoção, minha razão só tomava nota dos acontecidos. Depois de algum tempo de um bom papo, peguei o bom e velho vinho e completei um ciclo perfeito, música, boas vibrações, beleza, admiração, amor, natureza e vinho.
Adorava seu jeito em tudo, a forma de como cantava, seu olhar, de como ela trocava e formava as notas, de seu sorriso, de como a brisa passava pelo seu rosto, e então o inesperado, mas desejado, acontecimento se sucedeu. Um beijo. Milhões de fragmentos de idéias passavam pela minha cabeça, sensações maravilhosas invadiam meu ser, explosões, descontrole, alegria, amor…Desejo, gostos e paladares se misturando, fusões entre experiências físicas e espirituais, sentimentos incontidos e personificados em um beijo, um beijo que nem durou um minuto, um único beijo, porque depois disso ela se levantou e foi embora.
Fui pra beira do mar, sentir as ondas se desfazendo na sola de meus pés…Poderia sentir confusão, raiva, tristeza, mas não. O sentimento que habitava em mim era de total satisfação, muitas vezes achamos que precisamos de ocorridos físicos, concretos para sermos felizes, ou para dizer que algo “sai perfeitamente bem”. Não teria aproveitado a noite e a beleza do que aconteceu se tivesse sido de forma diferente, talvez meu corpo ficaria satisfeito, mas agora estaria vazio, a procura de algo novo, enquanto que minha alma ainda permanece feliz, por ter vivido algo tão belo e tão puro, tudo o que mais eu desejava.
Fiquei ali sentado na areia vendo o mar, sentindo a brisa e lembrando dela, o nome dela? Luz, azul, lilás, roxo, nuvens, brisa, calor, maravilha, fusões, espetáculo…Como é bonito o nascer do Sol.

criado por jose.marques.neto    20:06 — Arquivado em: Sem categoria
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