29/1/09
voltando as publicações
vai sem foto pq ainda num aprendi a mecher diretio nas mudanças dele……fuck blog
Prometo não prometer.
Novo ano, novas etapas, novas exigências e novas promessas.
Em 2008 prometi a mim mesmo que faria as coisas diferente, que escreveria constantemente e que seria mais artístico buscando sempre as coisas loucas dessa vida. Posso dizer que destas promessas listadas a primeira delas foi a mais completa. Com certeza vivi a vida de forma diferente. Porém não escrevi constantemente, não para o meu blog, ou simplesmente para personificar o que rondava minha mente. Escrevi sim, mas todas as palavras foram dedicadas a faculdade e seu carrasco monografia. Não fui mais artístico, nem um pouco. Tudo bem, um pouco sim. Montei um grupo de arte. Não foi em frente, mas tivemos bons momentos de discussões e idéias inusitadas tiveram um prazer momentâneo, iguais as preliminares que salvam o sexo mal feito. Desenhei por obrigação, mas fui eu quem me obrigou. Presente para alguém especial.
Aliás, posso dizer que a arte foi bem egocêntrica nesse ano que passou. Mas a palavra certa foi domesticado.
Domesticado e experimental. Verdadeiramente essas foram as palavras que me definiram no ano de 2008. Domesticado pelo costume e uma decisão ridícula no passado de criar uma barreira entre mim e o mundo. (lembra disso Key?). Deixei de ser eu mesmo, o múltiplo, o plural, para tentar ser singular. Falhei muitas vezes, e amei todas as falhas.
Experimental porque me descobri esse ano. Experimentei acima de tudo ser quem realmente eu sou. Finquei uma barreira mental: “É melhor acordar arrependido, do que ficar pensando como deveria ter sido”. E junto com ela descobri que muitas vezes aquele com quem você tem mais atrito, pode ser a pessoa que se parece mais contigo, e torná-la um irmão poder ser a chave para uma nova vida, uma vida melhor.
Conheci mundos diferentes, todos eles existem no mesmo lugar. Só depende do ângulo que se vê.
Tive muitas paixões. E poucas realizações. Mas foi gostoso amar, mesmo que sozinho.
Fiz novas amizades, e descobri que não é necessário um convívio diário para se provar ter um amigo. Em dois encontros achava amigos de uma vida inteira.
Amigos.
Essa palavra também definiu 2008. Graças a quatro jovens descobri um verdadeiro significado desse título. Amizade é feita de apoio, e de te colocar no mundo real, doa o que doer, seja qual for o método. Sinceridade sempre, olhar nos olhos e nunca fugir.
Lógico, compartilhar as loucuras também. E sobre elas…aaaa, é melhor guardá-las.
Descobri também que sou fora do tempo, que ele é relativo. “Depende de que lado da porta do banheiro você está”. Que um dia alguém em algum lugar decidiu que o tempo seria marcado pro 60 segundos, e saímos do 13:20 para o 16:40.
Tolice.
Fiquei mais perto da natureza, e percebi que realmente a resposta para tudo está nas origens.
Quando nos desligamos deste tempo, nos desligamos de uma série de convenções “modernas”, que mais parecem formas de nos dominar.
Percebemos que realmente o clichê viver a vida a cada segundo, não nos preocuparmos com o amanhã, “porque se você parar pra pensar na verdade não há”, é a filosofia que define a vida. E através dela digo: entramos em um novo ano, fuck off. Os chineses, judeus e uma série de povos já haviam comemorado seus anos novos. Não podemos nos deixar levar por essa convenção para estabelecermos metas e para pararmos para refleti sobre nossas vidas. Brindemos todos os dias, pensemos todos os dias, faremos metas e as cumpriremos todos os dias.
Então para finalizar digo apenas uma coisa: nesse “ano novo” prometo apenas uma coisa. Prometo não prometer mais nada…..simplesmente fazer, ou não.
criado por jose.marques.neto
17:24 — Arquivado em: 
