o nosso psyco mundo

o que é realidade???o q é ilusão??? vivemos no psyco mundo, cheio de falsidade e necessidades impostas, estamos a cada dia perdendo nossa indentidade pessoal, deixamos de ser o ser e passamos a ser o coletivo…..

7/3/09

artigo antigo, mas é só pra não ficar muito tempo sem atualizar

“Além da razão”

José Marques Neto
aluno do 2º ano do curso de Publicidade e Propaganda

“Quando você desenvolve uma paixão por alguém, você sempre acha uma razão pra acreditar que essa é a pessoa exata pra você… e não precisa ser uma boa razão. Tirar foto do céu noturno, por exemplo. Afinal de contas esse é o tipo de hábito bobo, irritante, que causaria uma separação… só que na neblina da paixão simplesmente é o que se tem procurado todos esses anos”. (Richard – Leonardo di Caprio – em “The Beach”)

Essa curta frase do personagem central do filme é simples, mas genial. O assunto central dela já passa uma mensagem clara e objetiva e de muito valor, quando estamos apaixonados sempre achamos algo pra justificar nossa paixão, e até hábitos idiotas se tornam razões incontestáveis. Simples e bonito, mas o que eu gostaria de passar aqui é uma análise um pouco mais detalhada do que há nessa fala, dos pontos que fazem ela genial.

Vamos analisá-la por partes então. Logo nas primeiras palavras já encontramos algo para discussão, “quando você desenvolve uma paixão…”, ou seja, você cria e amplia uma paixão, você primeiramente se atrai pela pessoa por motivos simples, por exemplo, a beleza, depois vai criando dentro de sua mente motivos que te deixam mais ligados a essa pessoa, gostos e gestos, ideologias e etc. Quando menos percebe criou uma paixão pela pessoa, se desenvolveu uma paixão pela pessoa, e nesse processo de desenvolvimento há um problema, você precisa de uma motivação pra continuar, porque nesse caso estamos falando de uma paixão que ainda não foi correspondida, digo isso porque nessa fala não encontramos nenhum indicio de que a paixão foi correspondida, pelo contrário, ao meu ver quando necessitamos de uma razão, o que o personagem trata na fala, para justificar uma paixão é porque ainda não fomos correspondidos, já que uma vez correspondidos não precisamos de uma razão, pois já estamos junto ao nosso objeto de desejo. Essa motivação nesse caso é uma razão que você tem que encontrar pra continuar nessa “aventura”, mas razão pra quem? Seria uma boa pergunta se não fosse tão obvia sua resposta, precisamos de uma razão para nós mesmos, já que nós mesmos é que precisamos desse estimulo, quando estamos apaixonados não importa a opinião de outros, já que uma coisa boa pra você não é necessariamente uma coisa boa para outro, por esse motivo essa razão tem que ser encontrada para nós mesmos, se não há encontrarmos não conseguiremos manter a paixão dentro de nós, se não há um porque nossa mente começa a bloquear essa paixão.

“E não precisa ser uma boa razão”, verdadeiramente não é necessária uma boa razão, o personagem da o exemplo de fotografias do céu noturno porque é algo que está acontecendo na cena do filme, mas o exemplo é muito bem compreendido, coisas bestas que muitas vezes nos causariam até raiva, coisas que podem causar separação dos casais. Mas porque até essas razões servem de justificativa? Pode ser que a mente esteja tão “desesperada” em achar uma razão que até hábitos chatos se tornam legais, mas tratarei disso mais adiante, quero agora falar sobre esses hábitos chatos, por que seriam bobos, irritantes? O exemplo dado responde essa questão, é que esses hábitos, ou outras coisas quaisquer, são algo muito pessoais do individuo causador da paixão, e por ser algo pessoal causa irritação, porque é dificilmente aceitado pelas as outras pessoas, isso corresponde ao caso de algo ser bom pra alguém e não ser pra outro, compreendem? “Só que na neblina da paixão simplesmente é o que se tem procurado todos esses anos”. Essa conclusão explica o porque razões idiotas se tornam razões perfeitas. Numa neblina não podemos enxergar nada direito, então confiamos no que temos a nossa frente e nos detalhes que diferenciam um local do outro, ou seja, estamos mais concentrados, precisamos ficar atentos no nosso caminho, quando estamos apaixonados ficamos concentrados na pessoa de nossa paixão, reparamos no que ela oferece logo de cara, e depois reparamos nos detalhes, esses detalhes são as razões estranhas, porque são elas que diferenciam uma pessoa da outra, já que são razões pessoais, como não “enxergamos” mais ninguém, e mais nada, essas razões viram nossas “guias no caminho”, então elas se tornam perfeitas, porque sem elas nos perdemos.

E para completar, “… é o que tem se procurado todos esses anos”, isso indica que esse tipo de paixão não é coisa que ocorre constantemente, você não vai desenvolver uma paixão hoje por uma pessoa e amanhã por outra pessoa, é algo que exige um tempo, um tempo para a atração, depois para o conhecimento, que se desenvolve de interesse a paixão.

Por isso o meu recado veja e deseje, depois conheça e se apaixone, e não importa o porque, se ela sempre confere a agenda pra vê se não esqueceu nada, se ele fica ajeitando o óculos a cada cinco minutos, a razão sempre será perfeita pra você, mesmo que seja irritante ou estranha para os outros.

criado por jose.marques.neto    17:46 — Arquivado em: Sem categoria

1 Comentário »

  1. Comentário por Carol — 5 de maio de 2009 @ 16:36

    Gostei do artigo!
    é assim msm… coisas absurdas d bobas, mtas vzes desapercebidas essas hras podem c tornar uma “razão”.
    e é isso, umas das coisas, q torna a paixão/amor um sentimento tão especial, intenso e bonito!

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